smoker’s poem
my soul needs a cigarette
the smoke has been my friend
it is my only company
in the lonely days and nights
my mind is, oh so empty
i’ got nothing to share
my shit is so fucked up
and i don’t care
the smoke fills in my lungs
it warms me up inside
i started coughing blood
but i don’t mind
Eu sou chocolatra.
Às vezes tenho vontade de mandar todo mundo à merda
de gritar às desavisadas que caio fernando abreu
além de brega é coisa de gente carente pra caralho
de avisar que mensagem política de rede social não resolve
da vontade de mandar esse povo tomar vergonha na cara
To putinho com nada não
são apenas palavras do coração S2 (viu como ficou linda a rima que botei no facebook? *.*)
o que não suporto é essa juventude de bosta e apática que vivemos
enchemos linhas e mais linhas de diarréia mental
as quais incluo as minhas
e, como ponto final, usamos um lindo e sonoro “até quando (insira >brasil< aqui, ou não)?”
Fico nervoso, irritado nem tanto, mas nervoso mesmo
com essa galera que diz que é do anonymous brasil
com plaquinhas de “chega sexta-feira!” e a disgraça
é disgraça mesmo, da banalização de tudo que já foi bacana
(tenho até vergonha de falar dessa ultima parte)
Aproximo-me da epilepsia quando vejo horóscopo de christian pior
Tenho vontade de tocar fogo nessas porra de revolucionários de condomínio
viro os olhos com essas porra de campanha de “não pago”. OBVIO que você não paga, gatxinha!
seu papai te deu uma porra de um carro, e se não deu, ELE quem paga seu ônibus!
“vota em mim nessa campanha?”
“olha que lanche chique fiz no fds”
“que atualização legal do memetizando, hêhê”
“adoro chico buarque”
“olha como sou amor livre com minha linda frase de caio fernando abreu” (aaaaaaaarrrrrrhhh!!)
“nossa, que frase legal de Clarice Lispector, aquela a qual eu nunca li um capitulo de nenhum livro!”
“olha como sou nerd/hipster. eu assisto the big bang theory, sou nerd, haha”
Até quando brasil?
Títulos são fascistas
Fábio andava pela rua quando de repente seu pescoço começou a crescer. O pescoço do jovem começou a esticar, separando em distâncias cada vez maiores seu corpo de seu crânio. De início, terrivelmente assustado, Fábio não conseguia nem se mover, apenas tentava equilibrar seu corpo com as mãos abertas, sua face, travada em uma expressão de espanto. Algum transeunte notou a anormalidade, a extrema bizarrice que acontecia no corpo do nosso protagonista, pessoas gritavam e apontavam para Fábio, estupefatos, nesse final de tarde mordorento. Juntaram-se pessoas a observar em grupo, o homem cujo pescoço já se elevava aos segundos andares dos edifícios. Fábio segurava firmemente o cano de sustentação de uma placa de trânsito, como se fosse uma âncora, a única coisa que lhe dava algum tipo de segurança em tão inesperada situação. Alguém chamou uma ambulância presumindo que se tratava de uma emergência, o pescoço do rapaz poderia quebrar a qualquer momento, talvez seria melhor deitá-lo. Vários populares tentavam se comunicar com Fábio, no entanto foi Amélia, na janela de seu apartamento no terceiro andar quem, após um forte susto inicial, tentava auxiliar o jovem. Beijou-lhe a boca, e sussurrou em seu ouvido, como gostaria de amá-lo entre seus seios. Fábio hoje é um bem sucedido vendedor de carros usados, e o Júnior nasce em setembro.
45.000
De abril a abril, trabalha de forma servil, em um ambiente vil e frio. Um verdadeiro covil, estéril e ignóbil. Como um imbecil, mergulhado em um rio de dramil.
Ao espelho viu seu perfil, outrora juvenil, viril, lembrou-se cercado pelo mulherio, cansado de tanto xibiu. Hoje parece um barril, um réptil. Seu corpanzil febril, inútil, como um cantil vazio.
Decidiu pela saída fácil. Admitiu um fuzil anil e previu para si uma morte sútil, esquecido em seu canil, ninguém a chorar seu dócil e débil último ardil. Sua mão hábil caiu no gatilho e o projétil ágil, em seu quadril abriu um funil.
Assim partiu Clodovil. Puta que o pariu.
Lado ruim.
Ela me chama pra dançar, ok
disfarço tento conversar talvez
o assunto some com um olhar
mayday
Eu sei
sou um neguinho sem estilo
completamente sem estilo
Ela quer uma revolução ou três
enquanto eu penso na hattaway
meu corpo trava ao tentar
não diz, bem sei
Sou um neguinho sem estilo
completamente sem estilo
É chato eu sei mas
logicamente acabaria assim
essa ilusão de amor e paz faz
uma graça sem tamanho pra mim
De longe olho
e agradeço ao meu lado ruim
me afasto, sento e vejo
que serei para sempre um neguin
completamente sem estilo
sou um neguinho sem estilo
Indolor.
Então lá vai. Agora são exatamente 5:02 da manhã e não, eu não quero ligar pro boi. To no meio da minha corrida matinal, já no caminho de volta pra casa. Tem dias que não faço a menor ideia de onde esteja meu celular, mal uso. Rede social? Cancelei essas porra toda, só comiam meu tempo e o filme é uma merda. Hehe, nem tudo são… “são” ou “é”? sempre confundo essa porra com as flores. Enfim, nem tudo são/é flores. De vez em quando bato aqueele sanduiche com muito bacon, mas toda semana é abusar. Hehe, to comendo a salada sim. “Vamo beber por que comer engorda”: do caralho essa frase, mas beber também engorda que é uma beleza, e nossa, eu precisava dar uma reduzida drástica. Depois que eu parei de fumar, por exemplo, engordei 5kg que custaram quase um ano pra ir embora. Falando em ano, minha formatura sai no fim desse. Hehe, quase que atraso novamente, mas consegui conciliar suando bastante. Ok, prometo que entro mais em contato e que só prometo o que, independente das variações do mundo e dos meus sentimentos, puder cumprir.
Mas diz aí, você quer outra estória bonita, indolor e determinada ou quer a verdade agora? Então lá vai.
Abaixo a ditadura
O país passa por momentos instáveis nas relações de poder. As forças armadas, que nunca foram tão fortes antes, parecem ter esquecido seu papel na harmonia do Estado e organizam-se com o objetivo de controlar a nação. No mês de novembro, a alta cúpula do exército decide se mobilizar e o I Exército sob o comando dos Generais MacPênis e Escrotohower marcha em direção à capital para reinvidicar o direito à guerra armada com o apoio da população e a intimidação dos tanques que atravessam, em fila, as avenidas e estacionam em frente ao parlamento.
O governo civil, por sua vez, conta com insatisfação geral, devido a vários erros de gestão e a elevação geral no custo de vida por causa do mau planejamento da política macroeconômica nos anos que ficaram conhecidos como a adolescência (2002 – 2006)
15:33, 17 de novembro de 2010
Gabinete do presidente
Ah, vocês vão sancionar este ataque direto! Vossas excelências não têm escolha, estes são novos tempos, o exército tem o apoio do povo e do empresariado, e vocês políticos sem eles não são nada!
General MacPênis, o povo está sendo manipulado, vocês estão mentindo descaradamente a respeito dos resultados deste ataque, ele só trará prejuízos para o país e estagnação econômica. E os empresários, urubus carniceiros, querem o lucro fácil da guerra. Pelo bem da nação eu jamais irei pemitir esta ofensiva.
Então eu não vejo outra opção, Presidente Cérebro. Prendam-no.
Dois soldados que estavam parados do lado de fora da porta entram no gabinete e seguram à força o presidente que no alto de seus 75 anos não pode fazer muito pra resistir.
Levem-no para o presídio militar, aproveitem que estão por lá mesmo e dêem uma boa surra nele. Não foi ele que foi flagrado em uma orgia sadomasoquista com um jacaré de plástico enfiado no cú? Esse não é um bom exemplo para a nação! Hahahahahahaha no cú! Velho baitola!
Os soldados empurravam o presidente cutucando-o com seus rifles.Suas súplicas ainda podiam ser ouvidas ecoando pelo corredor quando uma figura que permanecia imóvel em uma poltrona do canto se manifesta.
Está certo General. Eu sancionarei seus desejos conforme nosso prévio acordo, mas não quero estar no país quando o ataque acontecer, exercerei auto-exílio.
Ótimo Senador Coração, Vossa excelência só atrapalha mesmo. Você só me serve porque é o suplente do presidente. Meus assessores já prepararam o ofício do decreto-lei em que vossa excelência me delega o controle total sobre os desígnios das Forças Armadas, basta vossa excelência assinar e fugir com o rabo entre as pernas.
E foi isso que ele fez. Assinava o papel enquanto falava ao celular com o comandante da aeronave que o iria tirar do país. Estava tão nervoso que algumas gotas de suor pingaram no decreto, borrando sua assinatura. Fugia para outro continente no mesmo dia, no entanto, voltaria a tempo para as próximas eleições.
De posse do poder absoluto sobre o exército o General MacPênis atacou um país vizinho na ânsia de capturar suas reservas de petróleo. A agressão internacional no entanto disparou uma série de alianças e acordos internacionais que trouxeram para o palco de batalha todas as grandes potências mundias. O conflito bélico que decorreu disto ficou conhecido como a III Grande Guerra. Devido à vários fatores, o nosso país foi terrivelmente derrotado nesse confronto contra as grandes potências mundias e teve de arcar com as consequências sócias e econômicas de sua derrota por todo o século XXI.